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CONSIDERAÇÕES DIAGNÓSTICAS SOBRE O DIABETES MELLITUS
1 - Introdução

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica metabólica caracterizada pelas concentrações anormalmente elevadas de glicose plasmática, glicosúria e um espessamento das membranas capilares basais. Os indivíduos com Diabetes têm um risco elevado de ter cegueira, doença renal, doença vascular e doença cardíaca.
Clinicamente o Diabetes Mellitus em quatro grupos:

I - Diabetes Tipo 1 - acomete indivíduos jovens com distúrbios de início rápido e episódios de cetose. Pode ocorrer por causas:
- Autoimune
- Idiopática

II - Diabetes Tipo 2 - acomete indivíduos normalmente acima de 40 anos, com sobrepeso, sedentarismo e história familiar. São resistentes à Insulina, ou seja, possuem alterações nos receptores para insulina, localizados na membrana plasmática.

III - Outros tipos específicos
Neste grupo estão presentes todas as formas com causas definidas ou associadas com o Diabetes Mellitus, como endocrinopatias, defeitos genéticos, infecções, etc.

IV - Diabetes Mellitus Gestacional
Qualquer intolerância à glicose com início ou diagnóstico na gravidez. Seis semanas após o término da gestação a mulher deve ser reclassificada a partir de testes de tolerância a glicose.

2 - Critérios Diagnósticos:

Segundo a National Diabetes Data Group (NDDG), são considerados portadores de Diabetes os indivíduos que apresentarem os seguintes valores glicêmicos:

- Glicemia Plasmática de Jejum de 126 mg/dL (Jejum de 8 h);
- Glicemia Plasmática Casual (sem preocupação com jejum) de 200 mg/dL;
- Teste Oral de Tolerância a Glicose (TOTG) com 200 mg/dL na amostra de 2 horas;

O teste de escolha para estabelecer o diagnóstico desta patologia é a glicemia plasmática de jejum.

Os valores limítrofes entre 100 mg/dL e 126 mg/dL são definidos como glicose alterada em jejum.

Para o TOTG os tempos para coleta são Jejum e 2 horas após 75 gramas de dextrosol e a classificação de acordo com os valores é a seguinte:

- Tolerância a Glicose Normal < 100 mg/dL;
- Intolerância a Glicose³ 140 e < 200 mg/dL;
- Diabetes Mellitus> 200 mg/dL;

3- Marcador para controle glicêmico

Entende-se por glicação da hemoglobina a adição não enzimática de resíduos de açúcar a aminogrupos da proteína. Conforme o procedimento metodológico utilizado na separação das populações de hemoglobinas glicadas e não glicadas poderemos obter apenas uma fração rápida da (Hb A1) ou isolarmos apenas um subfração desta como a Hb A1c e até mesmo separarmos todas as frações glicadas, o que caracteriza a hemoglobina glicada total. Recordando que a molécula de hemoglobina está essencialmente dentro do eritrócito, o qual tem um tempo de vida médio de 16 semanas na circulação, a quantificação da hemoglobina glicada representa os valores médios e integrados para a glicemia no período de seis a oito semanas anteriores à dosagem, sendo que níveis sanguíneos dos últimos 30 dias contribuem com cerca de 50 % da glicação total. Assim, a quantificação da hemoglobina glicada é apontada como um marcador da glicose média no indivíduo, portanto de grande utilidade no controle do Diabetes Mellitus

 
 
   
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